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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

DEFINIÇÃO DE ARTE


[Victor Brecheret
Monumento às bandeiras, 1954]


LUIGI PAREYSON
DEFINIÇÃO DE ARTE

Fichado por Alisson Gebrim Krasota

Pareyson elenca três definições tradicionais sobre o que é arte e, a partir da depuração destas, propõe que a arte seja definida como formatividade. Vejamos quais são as definições tradicionais:

a) Arte como fazer. Esta concepção remonta à Antiguidade e prioriza o aspecto executivo e manual da atividade.

b) Arte como conhecer. Esta concepção é própria do ocidente e prioriza o aspecto cognoscitivo da arte, identificando-a como uma visão de mundo.

c) Arte como expressão. Esta concepção remonta ao romantismo e privilegia a coerência das figuras artísticas com o sentimento que as suscita.

Analisando criticamente, o autor aponta que concepções tradicionais não diferenciam a arte de qualquer outra atividade humana, ou seja, a arte como fazer, conhecer ou exprimir não diz nada a respeito da especificidade da arte em relação às demais coisas humanas, onde, por exemplo, arte e artesanato estão no mesmo balaio.

Porém, se o fazer for também um inventar, aí sim, segundo o autor, teremos uma concepção estética de arte (e não um programa de arte). Em outras palavras, a obra de arte é expressiva e cognoscitiva enquanto forma de “um fazer que, enquanto faz, inventa o por fazer e o modo de fazer” (PAREYSON, p.32).

Em suma, a arte como formatividade é um executar que é, ao mesmo tempo, inventar. Segundo o autor, isto implica que uma obra de arte é absolutamente original e irrepetível, além de perfeita, pois “vive por conta própria e contém tudo o que deve conter” (PAREYSON, p. 30).

Referência bibliográfica:
PAREYSON, Luigi. Definição de arte. In.: Os problemas da estética. São Paulo: Martins Fontes, 1989. pp. 29 - 33.

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