Orientações do blog

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· Produção de textos curtos (relativamente à densidade e prolixidade que pretende resumir) a fim de proporcionar um acesso mais dinâmico ao conteúdo.

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· Direta transmissão do conteúdo, preservando tanto a idéia central quanto as periféricas, em detrimento de palatáveis efeitos de retórica.

· Difusão de conhecimento na área de Humanas a fim de desmistificar o academicismo, promover debates e mais conhecimento.

· O blogue retomou as atividades em 2015 e tentará manter uma regularidade de publicação todo sábado.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

SOCIEDADE

Juca Martins
Mercado Municipal, 1995
São Paulo, SP

SOCIEDADE
Max Horkheimer e Theodor W. Adorno

Fichado por Alisson Gebrim Krasota.

Convencionalmente a sociedade tem sido compreendida segundo um modelo estático ou dinâmico. Desse dualismo resultam concepções tais como: a) conjunto de homens composto por diversos grupos com diferentes dimensões e significados; b) conjunto de individualidades biológicas que ao controlarem a natureza interna e externa ensejam relações de dominação; c) contextura onde todos os homens dependem entre si por possuírem diferentes funções complementares; d) convivência institucionalizada entre os homens e e) todas as relações do homem com seus semelhantes. Nesse apanhado o modelo estático enfatiza a solidez das instituições e o modelo dinâmico corresponde aos conflitos de classe e ao progresso.

Mitologicamente a sociedade tem sua origem no estado de natureza. Segundo Hobbes, os primeiros homens não eram sociáveis e conviviam em um estado de guerra. Somente com o triunfo da razão estabeleceram um contrato no qual todos abdicam da violência, deixando de temer uns aos outros, e a reservam para o Estado.

Historicamente, o atual conceito de sociedade é burguês e fora construído em oposição às instituições feudais e absolutistas. Contemporaneamente, a sociedade conota um sentido restrito: de society, a “boa sociedade” e politicamente tende a se confundir com o Estado, que assume a tutela da propriedade privada e submete os indivíduos às suas instituições.

Faz-se crer que na sociedade de hoje o aumento da diferenciação ocasionado pela divisão do trabalho produz maior integração da sociedade pela complementaridade das funções. Diz-se que as características da sociedade contemporânea são o avanço da socialização, a progressiva integração e a diferenciação da sociedade. No entanto, as operações laborais em suas subdivisões assemelham-se, desmentindo a diferenciação progressiva e a maior integração das redes de relações sociais diminui o âmbito em que o homem pode subsistir sem elas. Em suma, o próprio trabalho livre assalariado é uma escravidão ao salário.

É precisamente aqui que se estabelece uma tensão entre instituições e vida. Diferentemente de Hobbes, Platão argumentava que os regulamentos humanos subjugam o que é natural, prejudicam a liberdade e estorvam a igualdade entre os homens, não servindo para proteger contra a injustiça. Nesse sentido, a vigilância do Estado é sintoma de uma civilização imatura ou corrompida ou ainda de um Estado patológico. Aos instintos naturais assim reprimidos só resta a rebelião. Cabe à sociologia observar a totalidade dos processos de socialização desnaturalizando a análises já coisificadas.

Referência bibliográfica:
ADORNO, T. W; HORKHEIMER, M. Sociedade. In.: FORACCHI, M. M; MARTINS, J de S. Sociologia e sociedade: leituras de introdução à sociologia. Rio de Janeiro: LTC, 2004. p. 222 - 232.

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